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Cidades

16/06/2020 07:42

Operação mira suspeito de tentar matar Shanna Garcia, filha do bicheiro Maninho, e sua família

Shanna foi baleada quando chegava em um centro comercial, na Barra, no ano passado. Nos últimos 16 anos, a empresária viu pai, marido, irmão e tio serem assassinados. Motivo seria a disputa pelo espólio de R$ 25 milhões do contraventor.

A Polícia Civil e o Ministério Público iniciaram nesta terça-feira (16) a Operação Sucessão, para investigar a tentativa de homicídio contra Shanna Garcia, em outubro do ano passado, e as mortes de parentes dela nos últimos anos. Shanna é filha do bicheiro Maninho, morto em 2004.

A Justiça emitiu 22 mandados de busca e apreensão -- não há mandados de prisão. Um dos alvos é o empresário Bernardo Bello, ex-cunhado de Shanna e ex-presidente da Vila Isabel.

Bernardo não foi encontrado em casa, mas no local os agentes apreenderam celular, computador e um carregador de pistola 380. Quatro mandados são em endereços de policiais e ex-policiais.

 

Bello foi apontado por Shanna como autor intelectual do atentado e prestou depoimento na condição de testemunha. Segundo os investigadores, o motivo dos atentados é a disputa pelo espólio de R$ 25 milhões do contraventor Maninho.

No início deste ano, o contraventor Bid, tio de Shanna, foi morto na Barra da Tijuca. Na época, ela disse que esperava uma resposta para os crimes que envolvem sua família. Nos últimos 16 anos, a empresária viu o pai, o marido, um irmão e um tio serem assassinados.

 

"Estão matando minha família toda, e ninguém dá resposta. A gente sabe quem são os interessados. Eu estou com a minha vida totalmente privada, com medo pelos meus filhos, isso está repercutindo na família inteira. A gente só quer uma resposta das autoridades”, afirmou ela, chorando.

 

Atentado no estacionamento

O atentado contra Shanna aconteceu quando ela chegava em um centro comercial da Barra e levou dois tiros.

Na ocasião, Shanna conseguiu fechar a porta do carro, que era blindado, e se proteger. Bid Garcia chegou a ser ouvido no inquérito sobre o atentado contra a sobrinha.

Sobre a morte do contraventor, assassinado na terça-feira de carnaval, ao menos dois seguranças de Bid já foram ouvidos. Um deles é ex-PM e foi expulso da corporação.

Bernardo Bello vai a delegacia prestar depoimento após atentado contra Shanna (arquivo) — Foto: Henrique Coelho / G1

Bernardo Bello vai a delegacia prestar depoimento após atentado contra Shanna (arquivo) — Foto: Henrique Coelho / G1

Shanna voltou a acusar o ex-cunhado Bernardo Bello de ser o mandante de um atentado contra ela no ano passado. Na ocasião, Bello chegou a ser ouvido na DH e seus advogados não falaram com jornalistas no local.

Irmão do bicheiro Waldemir Paes Garcia, o "Maninho", Bid foi assassinado a tiros quando chegava em casa após os desfiles na Sapucaí, na terça-feira de carnaval. Ele foi atingido por mais de 20 tiros.

Shanna disse que prestou o depoimento desta segunda por "espontânea vontade", para ajudar a tentar solucionar o caso.

Perguntada sobre a ligação entre o atentado contra ela e o assassinato do tio, Shanna disse que acredita que haja associação e que "só uma pessoa teria interesse nas mortes dela e do tio".

 

“É o Bernardo [Bello]. Ele é o único interessado na morte da família toda. Por mais que ele já controle todo o ponto da contravenção, e já controle tudo do inventário, a gente sempre vai ser uma pedra no sapato dele”, afirmou.

 

Histórico

 

  • A família de Bid é ligada à contravenção há mais de 40 anos
  • Bid era filho de Waldomiro Garcia, o Miro, morto em 2004
  • Dias antes, Waldemir Paes Garcia, o Maninho, irmão de Bid, foi morto
  • Em 2011, o marido de Shanna, José Luiz de Barros Lopes, conhecido como Zé Personal, foi morto em um centro espírita na Zona Oeste.
  • Em 2017, o filho de Maninho, Myro Garcia, de 27 anos, foi sequestrado e também assassinado
  • Em outubro de 2019, a filha de Maninho, Shanna Garcia foi baleada em um atentado em frente a um shopping e sobreviveu.
 

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