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21 de junho de 2018 - 14:51

Mato Grosso

05/06/2018 11:52

Desembargador proíbe deputados investigados de visitarem Mauro Savi no presídio

O desembargador José Zuquim, do Tribunal de Justiça (TJMT) limitou as visitas ao deputado Mauro Savi (DEM) recolhido no Centro de Custódia da Capital (CCC), desde o dia 9 de maio. A decisão atende ao pedido do Ministério Público Estadual (MPE) que constatou volumosas visitas ao parlamentar, bem como recebimento de regalias que não são oferecidas aos demais detentos da unidade.

De acordo com o documento, Savi tem recebido constantes visitas dos deputados Ontonir Bortolini “Nininho”, Max Russi, do ex-comandante geral da Polícia Militar, coronel Nersi Denardi  além de grupo de servidores da Assembleia Legislativa (ALMT). 

O promotor de Justiça, que apurou a conduta no CCC, disse que o diretor da unidade lhe informou que todas as visitas deveriam ser previamente autorizadas e apresentada identificação de visitantes, como é exigido de todos os presos. Porém os políticos estavam entrando no local sem preencher os requisitos solicitados. “Que não tiveram como barrar os deputados e os demais servidores, que alegaram ter a prerrogativa de inspecionar órgãos públicos”, diz trecho do documento encaminhado ao magistrado. 

Além das visitas, foi notado um grande volume de alimentos destinados ao deputado, principalmente frutas.  

O MPE requereu então a proibição de visitas de investigados ao deputado por parte de investigados na Operação Bereré e Bônus, pela qual Savi está preso. 

De acordo com a determinação publicada no dia 30 de maio, outros denunciados estão proibidos de visitar Savi. 

“Determinar a proibição de visitas de denunciados na Operação Berere/Bônus, os quais encontram-se soltos aos acusados segregados Que as visitas aos denunciados na Operação deverão ser previamente autorizadas. Que os visitantes deverão ser identificados com a respectiva carteirinha, conforme se exige de todos os custodiados”, diz trecho do oficio encaminhado à direção do CCC. 

São investigados na Operação Bereré/Bônus os deputados Eduardo Botelho (DEM), Ondanir Bortolini Nininho (PSD), Baiano Filho (PSDB), Romoaldo Júnior (MDB), Wilson Santos (PSDB), Mauro Savi (DEM) e José Domingos (PSD). 

Ainda essa semana os deputados devem votar sobre a soltura de Savi. 

Operação Bônus

A segunda fase da 'Operação Bereré' foi batizada de 'Bônus'. Foram expedidos, pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, seis mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em Cuiabá, São Paulo (SP) e Brasília (DF). As ordens partiram do desembargador José Zuquim Nogueira.

A ação é resultado da análise dos documentos apreendidos na primeira fase da Bereré, dos depoimentos prestados no inquérito policial e colaborações premiadas. Tem como objetivo desmantelar organização criminosa instalada dentro do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) para desvio de recursos públicos. 

A Bereré é desdobramento da delação do ex-presidente do Detran, Teodoro Lopes, mais conhecido como Dóia. Ele teria admitido um esquema de recebimento de propina da empresa FD/EIG Mercados responsável pelo registro de contratos de financiamentos de veículos. Parte do valor arrecadado era distribuído entre integrantes do esquema.


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