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16 de novembro de 2018 - 14:31

Mato Grosso

16/07/2018 16:24

Taques: "Ninguém chuta cachorro morto"

O governador Pedro Taques (PSDB) classificou como sinônimo de “preocupação de seus adversários” as recorrentes representações que estão sendo formuladas contra ele na Justiça Eleitoral.

A mais recente delas é uma movida pelo PDT em que é questionada a origem do dinheiro usado para bancar duas reuniões ocorridas na última semana entre Taques e servidores do Estado. 

Para o partido, os encontros, que reuniram mais de 1,3 mil comissionados tem “caráter eleitoreiro”. 

Vejo que isso é totalmente normal. Mas o volume de representações mostra que eles estão preocupados com alguma coisa. Ninguém bate em cachorro que está morto

“Vejo que isso é totalmente normal. Mas o volume de representações mostra que eles estão preocupados com alguma coisa. Ninguém bate em cachorro que está morto”, afirmou Taques, após participar de um Fórum de Cooperação Econômica e Comercial com uma delegação chinesa. 

Na oportunidade, o governador afirmou ainda que não há nenhuma ilegalidade nas reuniões que estão sendo questionadas na representação. 

“Eu seria o último a cometer qualquer ilegalidade. Estou fazendo reuniões de prestação de contas e isso a legislação ainda não proíbe”, acrescentou. 

Explicar gastos 

No último final de semana, o juiz Ulisses Rabaneda, do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), deu prazo de 72 horas para o governador Pedro Taques explicar a origem do dinheiro usado para custear os encontros. 

Além de Taques, a ordem judicial também atinge o presidente do Diretório Estadual do PSDB, Paulo Borges, e o Buffet Iracilda Botelho Hall, local onde as reuniões ocorreram.  

“O que se viu, bem ainda o que narrou a inicial, foi um encontro organizado, em espaço amplo, com centenas de cadeiras, materiais de filmagem, pessoas assessorando, locutor, enfim, aparato com notório e considerável custo financeiro”. 

“Sem entrar no mérito da regularidade ou irregularidade dos eventos e seus desdobramentos, bem ainda sobre a licitude ou ilicitude das despesas na ocasião [Art. 382, §2°, do NCPC], fato é que estas podem, eventualmente, se configurar arrecadação e gastos eleitorais irregulares, sujeitos à verificação”. 

A decisão ainda determina que Taques e o PSDB apresentem a lista de presença dos servidores que compareceram às reuniões, “bem como esclarecer como e por qual meio foram os presentes convidados”, e que o buffet preste informações sobre a contratação. 


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