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21 de junho de 2018 - 14:51

Policia

06/06/2018 16:08

Ex-presidiário amputa membros de casal morto para sacar dinheiro em caixa com biometria e é preso novamente

O ex-presidiário Claudiomiro Martins Mendes foi preso na manhã desta quarta-feira (6), suspeito do assassinato de Dirson Francisco Rosa, de 80 anos, e Noemia de Lima da Silva, de 57 anos. Os corpos do casal foram encontrados no dia 27 de maio numa chácara na região do Jardim Tropical, em Poxoréu (a 259 quilômetros de Cuiabá). A mulher estava sem a mão direita e o marido sem o polegar. A suspeita é que ele tenha mutilado o casal para conseguir fazer saques bancários.

De acordo com as informações da Polícia Civil, a prisão aconteceu por volta das 5 horas da manhã.  As investigações apontavam que ele poderia estar na cidade de Guiratinga. Em diligências, que já estariam sendo feitas há alguns dias, os policiais civis conseguiram encontrar o suspeito.
O homem deverá responder por latrocíno [roubo seguido de morte], pois suspeita-se que ele tenha matado o casal e arrancou a mão e dedo para conseguir fazer saques bancários. Segundo o delegado Bruno Carvalho, que conduz as investigações, Claudiomiro deverá ser ouvido na tarde desta quarta-feira.
 
Conforme noticiado pelo Olhar Direto, os corpos foram encontrados por volta das 14 horas, por um vizinho. À Polícia, ele contou que não os via há alguns dias e por isso resolveu procurá-los. Noemia estava sem a mão direita, e Dirson  teve o polegar direito arrancado.
Ao chegar à chácara,  o vizinho encontrou Noemia já sem vida, caída no pasto.
Ele acionou a Polícia Militar e Civil, que posteriormente encontraram o corpo de Dirson, coberto de mato seco. 
 
Condenação

 
Em 2010, Claudiomiro foi indiciado pelo duplo homicídio contra o casal José Amadeu Gomes da Silva (51) e Maria Teresa Pinheiro Dickel (56). O crime, considerado bárbaro pela polícia, ocorreu em dezembro de 2009, em Rondonópolis (212 km de Cuiabá), quando o casal desapareceu e foi morto misteriosamente, por asfixia, tendo os seus corpos encontrados em estado de decomposição.
 
O delegado Antônio Carlos de Araújo também indiciou Claudiomiro pelo crime de ocultação de cadáver. Foram seis meses de oitivas com diversas diligências policiais, até se chegar ao autor das mortes, já conhecido na polícia pelo crime de latrocínio (roubo seguido de morte), condenado a 23 anos de prisão e há três meses estava em liberdade condicional.

A primeira vítima, José Amadeu Gomes da Silva, desapareceu no dia 14 de dezembro de 2009 e foi encontrada morta por asfixia e em estado de decomposição no dia 25 de daquele mês, às margens do Córrego Queixada, na região do bairro Vila Rica, em Rondonópolis. 
Maria Teresa teria desaparecida um dia depois, 15 de dezembro, foi localizada no dia 19, parcialmente enterrada, num terreno baldio, no bairro Novo Universitário, há aproximadamente três quadras de sua residência. 

A polícia apurou que Claudiomiro tinha um caso amoroso com aMaria Teresa e que ela não estava tendo um bom relacionamento com o seu marido, José Amadeu. Segundo a investigação, Maria teria um valor a receber junto ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), sendo aproximadamente a quantia de R$ 17 mil, e planejava fugir com Claudiomiro. À princípio a polícia suspeitava da participação do filho da vítima, mas ficou constatado, em tese, que ele não teve envolvimento.

De acordo com as apurações, os dois planejaram, então, a morte de José Amadeu e após temendo o desvendamento do crime, arrependido dos fatos, Claudiomiro executou Maria Teresa e procurou ocultar o cadáver enterrando-as com as próprias mãos. 

Com a quebra de sigilo telefônico foi possível comprovar que Claudiomiro passou dois dias efetuando ligações com o aparelho de José Amadeu e depois vendeu o aparelho celular por R$ 40. O celular foi apreendido pela equipe da Divisão de Crimes Contra a Pessoa (DCCP) do Centro Integrado de Segurança e Cidadania (CISC).

Claudiomiro Mendes confessou o crime. Ele foi indiciado por duplo homicídio qualificado e também, pelo crime de ocultação de cadáver.


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